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Mudança de endereço do blog

27.07.2011 por Fabiano Ahlert

Prezados(as) amigos(as),

A partir de julho/2011 o blog Xô, Praga! volta a ser editado em seu antigo endereço: http://xo-praga.blogspot.com/

O PortalPCO será reestruturado para atender suas especificações, e o blog deverá permanecer no endereço designado acima mesmo depois da reestruturação.

Visite-nos: http://xo-praga.blogspot.com/

Reflexões acerca da garantia dos serviços

31.03.2011 por Fabiano Ahlert

Navegando pela internet, fazendo uma rápida pesquisa antes de começar a escrever estas palavras, para ver o que mais se comenta a respeito do tema, descobri que na verdade não há discussões sob a ótica que o assunto será tratado aqui. Talvez pela situação estar recém se desenhando em função de algumas situações bastante recentes, e as tarefas do cotidiano ainda não permitiram aos empresários e técnicos um tempo para a reflexão sobre o assunto.

Quase mudei novamente o tema, quando me deparei com um post falando sobre a questão da desativação da calda inseticida, ainda mais que esta semana estive reunido com o pessoal do Meio Ambiente aqui e também tivemos um caso recente de um empresário aqui que foi preso por causa da lavagem das embalagens, que estava sendo feita de forma errada. Mas não, prometi falar sobre garantia e vou falar sobre isso. A questão ambiental é importante também mas vai ficar para a próxima.

Então: Garantia… Andei vendo algumas discussões que eu achei relativamente interessantes sobre o conceito garantia X assistência técnica, mas não achei que isso mudou muito meu ponto de vista sobre o tema. Na verdade, estou vendo algumas coisas acontecerem, e que podem mudar o jeito que se presta assistência técnica (ou garantia) nos serviços de controle de pragas urbanas.

Isso que eu estou dizendo está baseado em algumas situações e aí surge uma hipótese que pode se confirmar ou não. Se repararmos bem, a RDC 52 diz que no comprovante de serviço deve constar o “prazo de assistência técnica, escrito por extenso, dos serviços por praga(s) alvo” (RDC 52, Art. 20, V).

Ao ler e reler a RDC 52 nunca tinha me passado pela cabeça essa hipótese, até porque existiam outras questões bem mais importantes na época, mas durante uma palestra que eu estava proferindo sobre essa regulamentação, me dei conta de que em tese, ela passa a permitir claramente que uma empresa possa dar garantias diferentes para pragas distintas em um mesmo serviço.

Por exemplo: Formiga – 30 dias; Baratas – 90 dias; Moscas – 45 dias; Pulgas – 15 dias (observem que se fosse no comprovante de serviço deveria vir a data de validade de assistência técnica para cada uma das pragas, por extenso, não quantos dias de garantia).

Discuti isso em uma reunião com uma prestadora de serviços de controle de pragas urbanas tradicional aqui no estado e um profissional técnico da área, fabricante de produtos domissanitários, que acompanhou de perto a discussão dos itens da RDC.  O nosso amigo fabricante disse que a intenção era que as PCOs (empresas de controle de pragas urbanas) se comprometessem por escrito a prestar a garantia, e que não acreditava que as empresas fossem colocar suas garantias abertas por tipo de praga, até mesmo porque há uma espécie de movimento regulatório involuntário chamado concorrência, e se uma empresa diminuísse sua garantia, estaria em desvantagem competitiva em relação a outras e seria obrigada pelo mercado a recuar.

Na verdade a questão que eu estava levantando não tem a ver especificamente com as empresas diminuírem os prazos, e naquela ocasião deixamos isso bem claro. Exemplifiquei que um cliente solicitando um serviço por estar com problemas de pulgas, teria em seu comprovante de serviço especificado uma garantia contra pulgas, que afinal de contas, era o seu problema. Imaginando essa situação, digamos que talvez duas semanas depois da aplicação surgiu uma infestação de baratas no local, e digamos também que elas não tenham sofrido ação do inseticida. O cliente poderia talvez ligar para reclamar, mas o comprovante de serviço diz que a assistência técnica é contra pulgas, teoricamente a empresa não seria obrigada a refazer a aplicação. Onde isso vai acabar?

A prestadora me argumentou que eles não descrevem desta forma, mas sim de uma forma geral (ex.: “insetos rasteiros”, “insetos alados”, etc.), e sendo assim essa situação dificilmente ocorreria. O fabricante argumentou que a concorrência não deixaria que as empresas especificassem pragas como o exemplificado no caso da pulga, pois se a empresa A dá uma garantia apenas contra pulgas e a empresa B dá garantia contra todos os tipos de insetos rasteiros, teoricamente os consumidores tenderiam a optar pelos serviços da empresa B, talvez mesmo que seus preços sejam maiores, mas estariam mais “protegidos”.

Ok. O argumento dos dois juntos é bom. Mas vamos analisar a questão sob um outro aspecto, e aí é que entra a segunda situação que me fez refletir sobre o tema novamente e insistir que desse mato algum dia vai sair um coelho. Não é de hoje que os produtos tem doses diferentes para diferentes tipos de pragas. Mas geralmente, os produtos mais tradicionais usam indicações de dosagem do tipo: “insetos rasteiros: 50ml”; “aranhas e escorpiões: 100ml”; “percevejos: 250ml” (essas doses todas eu inventei agora, somente para ilustrar a questão das pragas). Com produtos assim, não faz diferença mesmo que as empresas dêem uma garantia unificada para determinados grupos de insetos, pois a dose é a mesma. Isso mesmo: chegamos na discussão econômica. Se a empresa vai gastar a mesma coisa em termos de produto e sabe que ele é eficiente para as pragas daquele tipo, genericamente falando, não teria por que abrir por praga, mas sim, colocar uma garantia genérica.

Entretanto, temos visto desde a Expoprag já de 2008, ainda muito timidamente, e agora na de 2010, com mais força, uma geração nova de produtos. Talvez por política do fabricante ou por estarem visualizando um apelo econômico no mercado consumidor, vemos produtos que surgem com doses específicas para cada tipo de praga. Enquanto no modelo anterior, talvez um fabricante de produtos que prefere generalizar a dose, teria que transformar “insetos rasteiros: 50ml” em “formigas: 50ml; baratas: 50ml; pulgas: 50ml; …”, alguns novos produtos começaram a diferenciar as doses.

Utilizando um caso concreto, um determinado produto, esse que foi lançado na Expoprag de 2008, apenas para exemplificar, possui uma dose de 17ml para pulgas e formigas; 33ml para mosquitos; 50ml para baratas, moscas e carrapatos; 170ml para barbeiros. Eu fiquei impressionado com a dose para pulgas, p0rque o cálculo de custo/dose ficou interessante. Mostrei a um técnico de uma empresa para ver o que ele achava, e ele me disse que para ele não faria diferença, pois como ele faz o serviço contra “insetos rasteiros” e dá garantia para isso, teria que unificar a dose em 50ml.

“Mas que raios”, pensei naquele dia. “Porque diabos então os caras diferenciam a dose se o mercado tem a prática de dar garantia genérica e assim a dose fica na mais elevada?”. Mas juntando todas as peças agora, podemos mudar a pergunta. E a pergunta então passaria a ser: será que o mercado não estaria agindo desta forma porque o senso comum moldou a situação desta forma e não havia elementos que mudassem isso?

Voltando ao caso da empresa que unificaria a dose desse produto em 50ml. Porque unificaria em 50ml se o cliente está desesperado por causa das pulgas, por exemplo, e a única coisa que interessa a ele é se livrar das ditas-cujas? Ele gastaria menos de 1/3 do produto se direcionasse para pulgas do que se considerasse genericamente como insetos rasteiros. E talvez o cliente ficasse extremamente satifeito por ele ter acabado com o problema, e a empresa teria feito isso a um custo relativamente menor.

Claro, não podemos esquecer que dentro dos custos dos serviços, o inseticida representa algo entre 5% e 10%, então provavelmente não se sentiria muita diferença fazendo isso apenas em um serviço ou mesmo durante um mês. Mas talvez fazendo isso durante um ano tenha um resultado significativo. E talvez também o próprio cliente possa optar, dizendo “não, eu tenho um problema sério da praga X e quero que me resolvam este problema e me dêem garantia para isso”, e talvez até, em um nível de complexidade maior ainda, tenhamos tabelas diferentes para diferentes tipos de pragas, se isso algum dia for importante. Pelo custo que representa o produto hoje eu creio que não, mas quem sabe…

Então, resumindo… Se hoje temos produtos que podem representar uma determinada economia para determinados tipos de pragas, e a RDC 52 permite que as empresas especifiquem o prazo de garantia por praga-alvo, eu tenho fortes razões para acreditar que dentro de pouco tempo as PCOs (empresas de controle de pragas urbanas) estarão especificando suas garantias por praga-alvo, e não genericamente, como é prática corrente hoje.

Se isso começar a ocorrer, então teremos uma tendência mais forte ainda a termos produtos com doses diferentes para pragas distintas, e então mais e mais PCOs começarão a abrir suas garantias por praga-alvo e teremos um enlace reforçador.

Pode ser que nada disso aconteça. Mas como eu disse antes, olhando os elementos se movimentando, creio que nesse mato tem coelho, isso vai acontecer em um ou dois pares de anos. Fica a reflexão.

O tempo dirá.

Bom, mais uma vez agradeço por terem investido seu precioso tempo lendo meus devaneios e filosofias. Às pessoas citadas no post, se acabarem se reconhecendo, peço desculpas por não tê-las identificado, mas como não sei se poderia fazê-lo, acabei não o fazendo. O mesmo em relação aos produtos.
Reforçando, daqui a alguns dias teremos uma discussão ambiental por aqui.

Mais uma vez obrigado, e bons negócios!

Desinsetizadoras X Crime ambiental

14.03.2011 por Fabiano Ahlert

Novamente um tema tomou a frente da discussão que eu queria abrir sobre a assistência técnica nos serviços de controle de pragas urbanas.

Ocorre que essa semana aqui no Rio Grande do Sul houve uma situação bastante inusitada: um proprietário de uma empresa de controle de pragas urbanas foi preso pela FEPAM (órgão ambiental) e eu queria aproveitar para levantar uma outra discussão que eu achava até que não era mais necessária, já que esse assunto já é tratado há pelo menos uma década por fabricantes, distribuidores e empresas e profissionais prestadores de serviço.

Para quem não acompanhou, segue ao final alguns links das notícias veiculadas. Resumidamente, ocorreu uma mortandade elevada de peixes em um arroio nos arredores do município de Igrejinha, no interior do Rio Grande do Sul. Após investigar estabelecimentos nas imediações, descobriram a empresa de controle de pragas urbanas, que lavava as embalagens vazias e a água da lavagem era descartada no ralo, que no decorrer do seu trajeto acabava desaguando no arroio. O proprietário da empresa admitiu a prática e disse que sempre foi feito desta forma. As matérias divulgadas ainda davam conta de que a empresa não possuía alvará sanitário.

Eu particularmente conheço um pouco esse empresário e posso dizer que é uma empresa que já está há bastante tempo no mercado, o proprietário está freqüentemente participando de feiras e congressos. Aparentemente há algumas coisas que não estão muito claras nessa situação, já que a empresa possuía licença ambiental, e para obter esta, é necessário ter também o alvará sanitário. Há uma série de especulações entre os profissionais do setor, mas não me cabe aqui ficar falando sobre coisas das quais não tenho informações confiáveis. Acho que nas próximas semanas ainda teremos esclarecimentos sobre o caso. No começo eu até havia pensado que alguém poderia ter armado essa situação, mas houve a confissão do empresário.

Algumas coisas impressionaram bastante no caso divulgado pela imprensa. O primeiro deles foi o empresário ter admitido que a lavagem fosse feita dessa forma como sendo uma prática normal. Como eu disse, o empresário está sempre participando de congressos nacionais e internacionais, e não começou ontem no a trabalhar com controle de pragas urbanas. Depois de tantos anos de discussão, é de admirar que não houvesse cuidado adequado com a lavagem.

Em tempo, para aqueles que têm dúvidas de como devem proceder com a lavagem, o mais recomendável é que seja feita a tríplice lavagem (lavar e despejar a água da lavagem 3 vezes) e a água resultante não deve ser lançada no esgoto comum, mas sim desativada conforme indicação do fabricante ou utilizada como água para novas aplicações, considerando-se que ali não há qualquer tipo de inseticida quando for feita a dosagem.

Quanto às embalagens vazias, as mesmas devem ser destinadas para reciclagem após a tríplice lavagem, processo que ainda não está bem regularizado no país. Está sendo estudado que essa destinação seja feita para a rede de recebimento e reciclagem das embalagens vazias do InPEV, a mesma rede que faz atualmente a reciclagem das embalagens de agrotóxicos.

Voltando ao tema desse post, também impressiona que o empresário tenha sido recolhido a um presídio, justamente como prevê a legislação no caso de crimes ambientais. Isso porque, ainda que seja um absurdo que a água contaminada tenha sido destinada ao arroio, é triste ver uma pessoa que errou, mas que sabe-se não ser um criminoso (bandido, assassino) ser preso desta forma.

Na vida nós temos que aprender com nossos erros e com os erros dos outros. Nesse caso, podemos abrir um alerta também para os empresários que sempre se preocuparam com essa questão dos resíduos. Eu já vi casos de funcionários do setor alimentício que fizeram coisas impublicáveis com alimentos com a finalidade de prejudicar a empresa, por estarem insatisfeitos com alguma coisa. Por que então um funcionário de uma desinsetizadora insatisfeito não poderia despejar resíduos de inseticida em um local que poderia causar a morte de peixes ou outros animais? Mesmo que seja comprovada a culpa do funcionário, em princípio a responsabilidade é do empresário.

Como não há como saber o que as pessoas são capazes de fazer, sugiro que os empresários procurem se certificar de que esse processo de lavagem e descarte das embalagens e outros processos críticos do ponto de vista ambiental não tenham margem para erros.

Finalmente, é lamentável que este fato todo tenha ocorrido, tanto do ponto de vista ambiental, ocasionando a morte de milhares de peixes, quanto do ponto de vista da credibilidade das empresas de controle de pragas urbanas. Espero que após esse episódio os empresários e profissionais do setor tenham atenção redobrada com essa questão, pois corremos o risco de que a fiscalização em cima das empresas de controle de pragas urbanas acabe ficando mais rígida. Temos que lutar justamente para que a sociedade e os órgãos fiscalizadores acreditem que fazemos uso responsável dos produtos tóxicos com os quais lidamos, bem diferente do que aconteceu em Igrejinha.

Aproveito para fazer um gancho com uma matéria divulgada em um jornal aqui do sul, que trata a respeito do “relaxamento” que os órgãos ambientais estão tendo ao liberar algumas licenças. Isso até pode estar acontecendo em alguns casos, mas quando se trata de controle de pragas, a situação das empresas que querem se legalizar aqui no estado e obter uma licença ambiental é bem difícil.

A matéria defende um maior rigor nos estudos para licenciamento ambiental e que os prazos para concessão das licenças não sejam encurtados para atender questões econômicas. Entendo que o interesse ambiental deve prevalecer a muitas coisas, mas o que ocorre aqui no estado não é que estudos e licenças em geral estejam sendo mal feitas (em alguns casos até sabemos que são, mas geralmente não). Mas são extremamente lentas (a matéria fala em média um ano para se obter uma licença), não porque os estudos sejam demorados, mas porque o excesso de trâmites burocráticos e processos inadequados, e talvez até um número menor de servidores do que seria necessário acabam fazendo com que seja assim tão demorado e improdutivo. Algumas exigências ambientais absurdas já foram citadas aqui em posts anteriores (ver link ao final) e mesmo a RDC 20 tendo remediado o problema causado pela RDC 52 em termos de localização das empresas, aqui no Rio Grande do Sul essa situação da localização ainda está difícil.

Tendo em vista todas essas questões, ainda é de se admirar também que empresas de controle de pragas que lavem suas embalagens e larguem a água de volta no ralo tenham sua licença ambiental, como foi o caso citado acima, enquanto outras bastante preocupadas com essas e outras questões não conseguem obter a licença por não ter a distância mínima de seus vizinhos.

Link para as matérias a respeito do ocorrido em Igrejinha:

http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=161&Caderno=0&Noticia=266425
http://www.radioguaiba.com.br/Noticias/?Noticia=266561
http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=265357
http://www.diariodecanoas.com.br/site/noticias/meioambiente,canal-107,ed-4,ct-602,cd-309473.htm

Links para outras discussões ambientais:

http://www.portalpco.com.br/xopraga/2009/09/revolucao-silenciosa/

				

Neonicotinóide = IGR (juvenóide) ???

28.02.2011 por Fabiano Ahlert

Prezados(as),

Estive lendo algumas discussões feitas pelo nosso ilustríssimo colega Constâncio em seu blog acerca do prazo de garantia dos serviços de controle de pragas urbanas. No apagar das luzes de fevereiro resolvi reservar uns minutos para escrever sobre o assunto.

Mas acabei neste momento de mudar a intenção sobre o que eu iria escrever, porque agora mesmo estive olhando os textos do colega para procurar os links e colocar neste post, e encontrei algumas coisas interessantes, como a retomada da controvérsia do uso de feijões crus como raticidas, que creio que há alguns anos atrás tenha já sido muito bem desmitificado pelo próprio Constâncio, a quem admiro pelo conhecimento que tem e volta e meia estou lá lendo o que ele escreve. Na ocasião, a história desmascarada dos feijões foi espalhada na web por uma profissional da área que também é bastante respeitada e conhecida dentro do setor. Eu mesmo já comentei também dois posts sobre os feijões.

Pois desta vez acabei “tropeçando” sem querer num deslize do colega a quem admiro. Sei que ninguém está livre de cometer enganos – e espero que eu não cometa nenhum tão cedo – , mas acho importante que haja também um espaço para esclarecimentos, assim como foi feito na ocasião dos ratos e feijões.

Um post chamado “Extra! Extra! Lançados mais dois produtos desinfestantes no mercado brasileiro” (link ao final) fala sobre o lançamento de dois produtos “recém” lançados no Brasil para controle de pragas urbanas – as aspas no recém se devem ao fato de que um deles já foi lançado na Expoprag no ano passado, e o outro, embora não estivesse sendo produzido ainda, também teve um pré-lançamento na feira (ver ao final link para post sobre Expoprag).

Embora eu não tenha tido a oportunidade de experimentar os dois e poder tecer comentários, diferentemente do Constâncio, já tive o privilégio de testar um deles em primeira mão – o Tenopa, da Basf – na minha própria casa e posso dizer que o resultado foi muito bom.

Mas o esclarecimento que eu gostaria de fazer é outro: o colega cita que ambos associam um piretróide a um regulador de crescimento (IDI). Essa afirmação é correta para o produto que eu testei, mas é incorreta para o outro (Temprid, da Bayer), simplesmente porque o Imidacloprid, do grupo dos neonicotinóides, não é um regulador de crescimento, e sim um adulticida, assim como os piretróides, só que de outro grupo químico.

Sei disso porque conheço razoavelmente bem outra molécula do mesmo grupo, o Thiametoxam, e o modo de ação de ambos é muito semelhante. Talvez o engano tenha ficado por conta de que algumas indicações no registro de alguns produtos deste grupo químico existentes no mercado tenham indicação para formas adultas e também larvas de certos insetos. Mas isso não quer dizer obrigatoriamente que o produto seja um juvenóide (ou IGR, ou regulador de crescimento), afinal, piretróides também eliminam formas jovens de insetos em determinadas fases (ex.: larvas ou ninfas) e nem por isso são considerados reguladores de crescimento.

Espero não causar chateações com este post, visto que continuo admirando as pessoas que sempre admirei e que de alguma forma me trouxeram mais conhecimento sobre esse tema fascinante de Controle de Pragas Urbanas. Sigo admirando o Constâncio, da mesma forma que admiro outros professores nessa área, tais como Ricardo Matias, Levi Garcia e também o meu pai, que foi quem me deu os primeiros passos na vida e no Controle de Pragas Urbanas. Todos são meus professores, a ao contrário do que o senso comum esperaria, quanto mais aprendo, mais professores conheço. E assim vamos evoluindo. Desculpem por não ter falado sobre garantia dos serviços, que era o tema original, mas isso fica agora para março. Creio que será uma discussão bem interessante e que devemos refletir sobre como (ou se) isso irá impactar em nossas empresas.

Seguem abaixo os links prometidos:

Links sobre feijões:
Não acredite em tudo o que ouvir (feijões mágicos)
Novamente sobre feijões
Links sobre Expoprag 2010:
Expoprag 2010 - comentários gerais
Link para o post do Constâncio:
Extra! Extra! Lançados mais dois produtos desinfestantes no mercado brasileiro!

Sendo assim, despeço-me já bolando os escritos para o mês de março…

Um grande abraço a todos e bons negócios!

Xô, Praga! retornando à ativa

23.01.2011 por Fabiano Ahlert

Prezados(as) leitores(as),

Em primeiro lugar, sou obrigado a pedir desculpas pela inatividade do blog e do portal no último trimestre de 2010. Foi um período pós-Expoprag, no qual focamos em viabilizar as principais funcionalidades do PortalPCO para que ele pudesse entrar em 2011 mais completo.

Há muito o que se fazer ainda, o que existe hoje é apenas uma pequena parte do projeto existente. Mas estamos trabalhando para que, até o final de 2011 boa parte deste projeto esteja implementado.

Tanto as notícias do PortalPCO quanto os posts dos blogs serão atualizados com freqüência.

Para retomar então as atividades, gostaria de comunicar a iniciativa da Prefeitura de Curitiba (PR), que está lançando uma consulta pública para que a população e profissionais interessados no tema de controle de pragas urbanas possam sugerir para fazer parte da regulamentação municipal de controle de pragas urbanas do município.

O comunicado da consulta pública foi enviado pelo nosso colega Denílson Lehn, que muitos de vocês conhecem e que está atuando hoje no estado do Paraná. A consulta está aberta para sugestões por 60 dias, desde 21/12/2010, portanto há ainda cerca de um mês para inserir sugestões.

Recomendo principalmente às PCOs (desinsetizadoras) que atuam no estado do Paraná que leiam, tomem conhecimento e participem dando sugestões. E também que PCOs de outros estados pensem em aproveitar os pontos positivos da regulamentação para sugerir que seus estados ou municípios também regulamentem a atividade em favor da profissionalização do setor, lembrando que hoje existe uma regulamentação nacional que é a RDC 52 da ANVISA.

Clique aqui para ver o conteúdo da consulta pública. 

Para finalizar, o Projeto SEBRAE da FEPRAG está finalmente saindo do papel, e nos próximos meses as empresas de controle de pragas urbanas poderão se beneficiar das iniciativas do projeto para buscar uma profissionalização maior de suas organizações, com consultorias, provavelmente cursos e outros. Os estados que irão iniciar o projeto são São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, por estarem com o movimento associativista mais desenvolvido (é outro exemplo de que o associativismo traz benefícios, vamos nos organizar!). Posteriormente o projeto deve ser ampliado para outros estados. A configuração de quais estados iniciariam o projeto foi definida em reunião da FEPRAG. Para maiores informações sobre o projeto e como participar, as empresas devem procurar as associações das quais fazem parte.

Por hoje é só, pessoal, nos próximos dias estarei trazendo outras discussões. Continuem acompanhando o blog! Um grande abraço e bons negócios!

Se bobagem fosse eficiente contra pragas…

22.09.2010 por Fabiano Ahlert

Eu tenho ouvido nesses anos todos na área de Controle de Pragas Urbanas cada coisa que a gente pensa que só pode ser piada. Lembro da época em que trabalhava em uma empresa controladora de pragas, de ter ouvido de um cliente a afirmação de que o rato depois de morrer virava morcego. Um absurdo.

Mas existe coisa pior do que isso. Pior do que uma pessoa leiga falando bobagem é uma pessoa que supostamente deveria conhecer o assunto da qual está tratando, falando bobagens até piores do ponto de vista das conseqüências que pode acabar gerando.

Fazendo pesquisas de notícias para o PortalPCO, esbarrei em um blog que possuía um post chamado “O malathion e a dengue”. O post ficou muito interessante porque o jornalista que o escreveu fez um apanhado de diversas notícias sobre o assunto e felizmente fez o alerta ao final para uma coisa que me chamou a atenção.

O texto começa falando que a Secretaria Municipal de Campo Grande (MS) adotaria uma série de medidas no combate à dengue. O coordenador do CCZ local informou que um novo inseticida seria utilizado no combate, e que este seria mais potente e não traria risco algum à saúde das pessoas. Esse “novo” inseticida é nosso velho conhecido e que já caiu bastante em desuso no segmento de controle profissional: o malathion.

Fiquei boquiaberto ao ver a asneira que esse profissional falou sobre o produto. Além de não ser novo coisa nenhuma, o malathion é uma molécula do grupo dos organofosforados, que já está sendo proibido em alguns países da Europa pela toxicidade geralmente mais elevada e pela agressividade de seus efeitos. E lá foi a Secretária-Adjunta de Saúde dar seu pitaco que também deve ser de especialista, dizendo que o “novo inseticida tem 100% de eficácia contra o mosquito da dengue”.

Meu Deus, avisem o pessoal das Vigilâncias do Rio de Janeiro e outros estados que estão com problemas de dengue, que o pessoal de Campo Grande descobriu a solução do problema! Uma asneira atrás da outra… Depois volta o coordenador do CCZ dizendo que o “novo inseticida é inofensivo para os seres humanos e animais domésticos”.

A diarréia verbal não pára por aí, quando retorna a Secretária-Adjunta para dizer que na pulverização o índice de controle é de quase 100% (ué, não era 100% antes?), mas que no “fumacê” o inseticida chega ao inseto em dosagem baixa, comprometendo toda a campanha anti-dengue.

Por favor, culpar a técnica de aplicação utilizada por pessoas sem um mínimo de conhecimento técnico, e que provavelmente estão fazendo quase tudo errado, é no mínimo descabido. O “fumacê”, ou termonebulização, é uma das técnicas de aplicação que se usa no controle de vetores e pragas urbanas. Assim como as demais técnicas, também possui um objetivo específico, uma forma correta de ser feita e deve ser utilizada em conjunto com outras técnicas de controle químico ou físico, exatamente da mesma forma que as outras. Tudo depende da situação e da estratégia de controle que se desenha.

Desculpem o desabafo, mas eu acho um absurdo que pessoas que deveriam se informar e se preocupar com o tipo de informação que passam, por supostamente serem entendidas no assunto, falarem tanta bobagem irresponsavelmente assim. Imaginem se as pessoas que viram essas notícias resolvem achar que o malathion é a solução para tudo que é tipo de inseto e resolvem colocar até em alimentos, por que um especialista falou que é inofensivo aos seres humanos?

O post do blog felizmente foi mais além e trouxe mais informações questionando a legitimidade das informações passadas por esses “profissionais”. Vale a pena dar uma olhada, coloquei o link ao final. Parabéns ao autor.

Para finalizar, dois pensamentos que me passaram pela cabeça quando li este mesmo post e mais uma outra notícia que informava sobre o início do fumacê em Bauru. O interessante é que ambos orientam que os moradores deixem suas casas com portas e janelas abertas “para melhor ação do inseticida”.

Primeiro me veio à mente a imagem de dezenas de casas completamente abertas à noite (a aplicação iniciaria 18:30), um prato cheio para os larápios de plantão. Só entrar e pegar. Depois fiquei pensando que faltou dizer que a população deveria deixar portas e janelas abertas durante a aplicação e que deveria ficar fora do local em que a fumaça está sendo aplicada, justamente para não se intoxicar. Mas se o “novo” veneno é “inofensivo”, acho que não precisa, não é?

Novamente: que absurdo…

Abraços a todos e bons negócios! E sigam acompanhando as novidades do PortalPCO!

Link para o post: clique aqui.

Expoprag 2010 – comentários gerais

13.09.2010 por Fabiano Ahlert

Prezados(as) amigos(as),

Nos últimos anos o blog Xô, Praga! acompanhou e fez a cobertura de eventos como Expoprag, Sulprag e Ecoprag. Ao contrário dos anos anteriores, este ano infelizmente não foi possível acompanhar de perto as palestras da Expoprag.

A principal razão para a minha ausência nas palestras foi que o blog Xô, Praga! foi incorporado a um projeto maior, chamado PortalPCO, que estava sendo lançado durante a Expoprag, e por isso acabei ficando de fora do circuito de palestras. O PortalPCO consiste em um portal voltado aos profissionais do Controle de Pragas Urbanas, trazendo informação e serviços úteis às empresas, ajudando-as no seu dia-a-dia. PCO é uma sigla que corresponde a “empresas de controle de pragas”.

No post anterior você pode conferir alguns desses serviços que estão ou estarão disponíveis às empresas no PortalPCO, e também em www.portalPCO.com.br/mostra_conteudo.php?id=utilitarios.

Sobre a Expoprag, o PortalPCO estreou com um espaço com 9 computadores com acesso à internet para que as pessoas pudessem acessar o PortalPCO e se cadastrar para concorrer a prêmios (veja foto abaixo).

Stand PortalPCO antes da abertura

Além do PortalPCO, a feira contou com expositores diversos, desde os principais fabricantes de inseticidas e raticidas do setor, até fabricantes de equipamentos (pulverizadores, termonebulizadores, etc.) e distribuidores, apresentando itens como uma novidade no manejo de pássaros, formigas e outros, que vem como alternativa aos géis repelente à base de cola.

Stand PortalPCO durante visitação

Referente às palestras, acabei assistindo apenas aos espaços dos patrocinadores (Basf, Bayer, Syngenta). No espaço da Basf a palestra técnica foi substituída por uma palestra super motivacional, contando com ninguém menos que Paulo Storani, ex-integrante do BOPE e que foi um dos responsáveis pela seleção e treinamento dos atores dos filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite 2.

Apesar de em poucos momentos o Paulo fazer links de suas histórias com o pré-lançamento do produto da Basf, o Tenopa, a palestra foi simplesmente sensacional do ponto de vista motivacional. O Paulo Storani é um palestrante que consegue reter a atenção da platéia e fazer ela vibrar com ele.

Além de contar histórias verídicas sobre o BOPE e dos bastidores dos filmes com uma veia humorística ao final ele foi aplaudido em pé pela platéia, que encerrou a palestra gritando em coro: “eu sou caveira!”, numa alusão aos termos que ele explicou que se usa no BOPE.

As histórias são fantásticas, e são contadas com uma energia que faz com que as pessoas se sentissem vivenciando o que estava sendo contado. Imperdível. Se alguém não viu e tiver uma oportunidade algum dia, por favor, não perca! E a Basf está de parabéns por trazer alguém do calibre de Paulo Storani para transformar os controladores de pragas urbanas em “caveiras”.

Momento da feira - stands e visitantes

No espaço Bayer, o lançamento Temprid trouxe um dos principais responsáveis pelo produto nos Estados Unidos. Esta palestra foi bastante técnica e teve foco principalmente no uso do produto no combate ao percevejo de cama.

Muitos gráficos mostraram comparativos de Temprid com outros produtos e a experiência do palestrante possibilitou que a platéia tivesse um bom entendimento das questões técnicas a respeito do controle com o uso do produto.

Stand das associações

No espaço Syngenta, uma surpresa: a palestra começou com aspectos mais técnicos e práticos referentes ao Optigard e encerrou logo em seguida, dando lugar à apresentação de um palhaço (sim, um palhaço mesmo) que arrancou boas risadas do público. Foi extremamente divertido.

Compartimento Uno para guardar produtos/equipamentos

Abrindo um parênteses, durante esta feira fiquei sabendo que foram lançados pelo menos 3 produtos que possuem mais de um ingrediente ativo: Tenopa (Basf), Temprid (Bayer) e Delvap (Tecnocell). Pelo jeito está aberta a temporada de lançamento de ativos associados. Aguardem, pois muita novidade ainda está por vir.

Outros assuntos importantes tratados na feira foram a questão da devolução das embalagens, em que uma nova reunião deverá ser realizada nos próximos dias para tentar fechar a questão com o Inpev; e a aprovação de novo estatuto da FEPRAG, possibilitando que a instituição finalizasse seu processo de registro e permitindo que esta tenha uma conta-corrente para receber um repasse para investimento em projeto do SEBRAE beneficiando a gestão das empresas do setor.

Eu lamento não ter conseguido assistir especialmente às palestras dos meus amigos Moura, Paulo Costa (que estava de aniversário no dia), Eduardo Crosara, Fábio Costa, França e Sérgio Bocalini, bem como outros que eu ainda não conhecia. Mas tenho certeza que os amigos compreendem.

No final das contas, valeu o esforço e o investimento na feira, e apesar de não poder trazer maiores detalhes sobre as outras palestras, agora as empresas de Controle de Pragas Urbanas possuem outra ferramenta: o PortalPCO. Nos próximos eventos dou um jeito de assistir a tudo.

Para finalizar, agradeço novamente ao apoio da MegaFog, Tecnocell, Basf, Bequisa, Bayer e Syngenta, que acreditaram no projeto do PortalPCO e forneceram brindes a serem sorteados durante o evento. Os ganhadores podem ser vistos em http://www.portalpco.com.br/noticias.php?idNoticia=12. Agradeço também à diretoria da APRAG, que também aceitou o lançamento do PortalPCO durante a Expoprag, e aproveito para parabenizá-los pela organização do evento.

Como sempre, um grande abraço a todos e bons negócios!

E não deixe de se cadastrar no PortalPCO para receber avisos de atualização do blog: http://www.portalpco.com.br/cadastro.php. A partir de agora, o endereço antigo do blog não será mais atualizado, a não ser com informações sobre o projeto político da Feprag.

Dica: coloque o PortalPCO como sua página inicial ou entre seus favoritos.

PortalPCO: outra inovação no mercado de Controle de Pragas Urbanas

08.09.2010 por Fabiano Ahlert

Conforme vocês puderam ver no post anterior, eu abordei a questão da inovação no mercado de Controle de Pragas Urbanas. Retomando um pouco a questão, há algumas décadas, se fazia a “dedetização” e as famílias eram obrigadas a ficar pelo menos 24 horas fora do local. Com o advento de inseticidas menos tóxicos, como os piretróides, as pessoas passaram a reocupar suas casas apenas 2 horas após a aplicação. As empresas que acreditaram e adotaram essa tecnologia passaram a ter um diferencial frente às demais: você poderia reocupar sua casa pouco tempo após a realização do serviço, sem risco de intoxicação.

Anos depois, surgiram as primeiras iscas gel contra baratas, possibilitando fazer a manutenção do serviço sem a necessidade de evacuação do local e com o uso de uma quantidade muito menor de produtos químicos, e o melhor de tudo, com um resultado bastante eficiente.

No post anterior, referi sobre equipamentos de termonebulização que estão sendo lançados no mercado brasileiro e que estão possibilitando o acesso a equipamentos de excelente qualidade a um preço muito competitivo, significando uma nova revolução no mercado, que significaria a popularização da termonebulização para as desinsetizadoras.

Pois além desta revolução, está para acontecer outra, que também terá o seu lançamento para esta Expoprag: a revolução da democratização da informação e da gestão de empresas de Controle de Pragas Urbanas. Um pouco desta democratização já vem modestamente tentando ser realizada através da difusão de informações e da discussão de idéias feitas neste blog.

Mas agora o blog Xô, Praga! passa a fazer parte de um projeto maior. A partir deste mês de setembro, o blog junta-se a outras ferramentas que passam a estar à disposição das empresas de Controle de Pragas Urbanas no PortalPCO (www.portalPCO.com.br). PCO é a sigla que corresponde às palavras Pest Control Organizations (Empresas de Controle de Pragas), e o setor de Controle de Pragas Urbanas é conhecido por essa sigla em diversos países e já é comum principalmente entre fabricantes aqui no Brasil.

Além do blog Xô, Praga!, o PortalPCO também vai contar o blog Pergunte ao Especialista, no qual são respondidas dúvidas sobre assuntos relativos ao Controle de Pragas Urbanas. O PortalPCO conta ainda com serviços às empresas, tais como:

  • aviso de licitações da área, no qual aparecem somente licitações de acordo com as preferências de cada empresa, e somente da área de controle de pragas;
  • o Gestor de Serviços, que possui um cadastro de clientes e uma agenda para controle e agendamento de serviços, além da emissão de Ordens de Serviço com o logotipo de sua empresa e de acordo com as exigências da RDC 52. Esse sistema permitirá às empresas saber quais os clientes e serviços respondem pelas maiores parcelas de suas vendas, além de auxiliar a identificar que fatores podem estar interferindo na incidência de reaplicações dentro do período de assistência técnica;
  • o Gestor de Documentos, que auxilia a empresa a ficar em dia com sua documentação, emitindo alertas quando se aproximar a necessidade de renovação de licenças e certidões.

Algumas outras funcionalidades estão projetadas, mas ainda não estarão disponíveis durante o lançamento do PortalPCO. Na parte de conteúdos, além de notícias e eventos do setor, o PortalPCO contará com uma área em que os próprios usuários podem inserir conteúdos, como por exemplo, sobre roedores e baratas, semelhante ao conceito existente hoje na Wikipedia.

Durante o período de lançamento na Expoprag, as empresas de Controle de Pragas Urbanas que se cadastrarem no PortalPCO concorrem a prêmios, entre planos de acesso aos serviços do PortalPCO até um equipamento termonebulizador. Veja ao final deste post o endereço para cadastro.

Um dos principais pilares do PortalPCO é a parceria com as associações regionais. Empresas associadas em associações conveniadas ao PortalPCO gozam de descontos que podem chegar a até 60% nos valores das mensalidades. Diversas outras funcionalidades ainda devem surgir no PortalPCO nos próximos meses, pois a idéia é que o portal seja um aliado muito útil para as empresas.

Não deixe de visitar o PortalPCO no seguinte endereço: www.portalPCO.com.br.

Esperamos que goste da novidade!

Um abraço e bons negócios!

Concorra aos sorteios do lançamento do PortalPCO durante a Expoprag! Endereço para cadastro no PortalPCO: http://www.portalPCO.com.br/cadastro.php.

Boa sorte!

Inovação no mercado de controle de pragas urbanas

15.08.2010 por Fabiano Ahlert

Prezados(as) amigos(as), 

No post deste mês do blog, resolvi falar sobre uma questão importante e que deveria estar mais presente em nosso mercado: a inovação. Inovação é uma coisa curiosa, pois muita gente fala que é necessária e que deve fazer parte da rotina das empresas, mas principalmente no nosso setor, poucas mudanças foram presenciadas no decorrer dos últimos anos. 

Falando em inovação, um dos exemplos que me vem à mente é a 3M. No meio acadêmico se conta que o PostIt, algo hoje tão óbvio e tão banal, foi resultado do desenvolvimento de um produto que não deu certo. Lá pelas tantas a equipe que estava trabalhando no projeto se deparou com uma cola que era capaz de fixar papéis em alguma superfície sem na realidade colar. Deste acidente de percurso nasceu esse papelzinho que a gente hoje gruda em tudo que é lugar para se lembrar das coisas. Mera obra do acaso. 

A inovação é considerada atualmente como um processo, algo que ocorre continuamente. Muitas vezes acaba fracassando ao objetivo e jogando investimentos milionários pelo ralo, ou eventualmente o erro se transforma em uma oportunidade, e algumas poucas vezes – considerando o que já li sobre inovação e pesquisa e desenvolvimento, são poucas mesmo – o planejamento dá certo e o projeto do novo produto também, e aí é correr pro abraço e já ir pensando no próximo projeto. 

No setor de controle de pragas urbanas, me lembro bem quando existiam apenas os termos “desinsetização” ou “dedetização”. Eram épocas diferentes. O serviço consistia basicamente em diluir o produto em um pulverizador e passar em tudo que era canto da casa ou estabelecimento. Esse tipo de aplicação apresentava – e ainda apresenta – o inconveniente de que é necessário desocupar o ambiente, fazer o serviço e depois arejar para então reocupá-lo. 

Em determinado momento começaram a surgir as iscas em gel. Essas iscas realmente revolucionaram o mercado e mudaram o conceito da desinsetização. A partir dali era possível realizar aplicações nos locais sem necessidade de parar com as atividades dos clientes, nem grandes procedimentos (arrumação do local para pulverização antes, limpeza geral depois), e o que era mais importante: atuando de forma mais eficiente sobre as pragas-alvo. 

Mais ou menos nessa época também começaram a surgir com mais força outras ferramentas para auxiliar no controle, tais como armadilhas luminosas, estações de monitoramento, entre outros. Algumas dessas já existiam antes, mas ganharam mais popularidade. Era o começo do manejo integrado ou controle integrado de pragas urbanas, em que se lança mão de um sem-fim de estratégias e ferramentas de controle. 

De lá para cá, pouquíssima mudança ocorreu. Uma molécula nova aqui, outra molécula nova ali, mas sem nada que pudesse realizar uma mudança tão profunda como foi no conceito da “dedetização” para o “controle integrado de pragas urbanas”. Eu tenho evitado falar sobre produtos e equipamentos aqui para não tomar nenhum posicionamento comercial em favor de A ou B. Mas em se tratando de inovação, preciso citar esse exemplo que no meu entendimento trouxe uma nova tecnologia para o setor. São os termonebulizadores da MegaFog. 

Essa empresa entrou no mercado promovendo uma evolução de conceito de equipamentos que existiam antes e que, apesar de terem uma estrutura de funcionamento simples, apresentavam problemas na hora em que mais se precisava deles: a hora do serviço no cliente. Quem usa essas marcas mais tradicionais do mercado sabe do que estou falando: chegar no cliente para fazer o serviço e o equipamento não pega de jeito nenhum. 

Com termonebulizadores à gás, o pessoal que desenvolveu os equipamentos da MegaFog teve preocupações com itens como segurança, desempenho, simplicidade no manuseio, baixa manutenção e um dos mais importantes para o bolso das desinsetizadoras: o custo. Eu já vi outros equipamentos à gás por aí, mas sinceramente, a MegaFog conseguiu passar à frente de todos nesses quesitos que enumerei. 

Experimentei um dos modelos, o Garden, e é possível utilizar o equipamento até mesmo balançando-o para os lados, para cima, para baixo, apontando a turbina em qualquer direção, que o equipamento continua funcionando como se estivesse na posição normal. A quantidade de fumaça produzida é muito boa e o aproveitamento da calda é total. Além disso, o equipamento produz uma fumaça mais fina, permitindo que se espalhe com facilidade e fique suspensa por mais tempo. Mas uma das coisas que mais me impressionou foi a facilidade para dar a partida. Abrindo algumas válvulas e acionando o botão de partida, é possível ver o equipamento funcionando com extrema facilidade. Esse sistema de partida está presente em todos os modelos da MegaFog. Quanto ao custo, neste quesito surge outro diferencial que merece destaque. O MegaFog Garden possui um preço final que o deixa no mínimo 3 vezes mais barato do que os principais termonebulizadores do mercado. 

Juntando todas essas características, creio que atingimos outro ponto de mutação quase tão importante e profundo quanto foi o do surgimento do controle integrado: a popularização da termonebulização. Isso mesmo. Com essas vantagens e um preço muito acessível, esse equipamento facilita muito que mesmo as menores empresas de controle de pragas urbanas possam ter o seu próprio termonebulizador. Pode até não ser uma mudança tão profunda quanto foi na época do surgimento do gel, mas creio que um novo paradigma está surgindo, e nele, desinsetizadora de qualquer porte será capaz de ter a termonebulização entre suas técnicas de aplicação, método antes mais restrito às empresas de porte maior, pelo custo dos equipamentos existentes até então. 

Para finalizar o exemplo da MegaFog, eu pude presenciar em um cliente que comprou um equipamento deles algo que não se vê todo dia. O cliente fez algumas sugestões de outras características que no entendimento dele poderiam agregar valor ao equipamento, e o representante da empresa, ao invés de assumir uma postura defensiva ou de simplesmente ignorar o que o cliente falou, registrou as sugestões e disse que levaria para serem discutidas. Ele depois me disse que a empresa está muito preocupada em atender às necessidades de seus clientes, não apenas vender seus produtos. Isso é diferente do que fabricantes de produtos dos mais diversos segmentos costumam fazer: imaginar o que vai resolver o problema do cliente e bolar algo nesse sentido, sem realmente perguntar a ele se aquilo de fato é útil para ele. 

Note que a inovação nesse caso foi diferente da inovação da 3M. Enquanto no caso da 3M o resultado foi proveniente de um erro, no caso da MegaFog o resultado foi proveniente de planejamento e da exaustiva avaliação das principais máquinas existentes no mercado. 

E já que o assunto em pauta é inovação, está chegando outra inovação que espero que surpreenda tão positivamente o setor de controle de pragas urbanas quanto este exemplo que citei. O blog Xô, Praga!, que existe desde julho de 2008 (sim, fez 2 anos agora!) passará a fazer parte de algo maior. É um projeto que nasceu junto com o blog, mas que demorou mais tempo para amadurecer. Nos próximos dias devemos ter um post específico sobre isso, pois ainda não é possível adiantar nada. Aos amigos que tem acompanhado essa trajetória nesses dois anos, deixo meu muito obrigado. A outros, que prometi essa mudança há mais tempo, ela está chegando (Walter, você é um deles!). 

Peço desculpas se fiquei muito tempo falando sobre o equipamento da MegaFog, mas era importante para justificar porque eu acredito que outra mudança profunda está começando em nosso setor. 

Aproveito também para lembrá-los sobre a Expoprag 2010, que ocorre agora em setembro em São Paulo. Informações no site http://www.aprag.org.br/

Um grande abraço e aguarde pelas novidades! 

Ah, e o endereço da MegaFog para quem quiser conferir: http://www.megafog.com.br/.

Controle de pragas na política

27.07.2010 por Fabiano Ahlert

Este mês ainda não havia conseguido postar nenhum artigo no blog em função da defesa da minha dissertação de mestrado, que ocorre nesta sexta-feira. Depois disso com certeza terei muito mais tempo para dedicar não somente ao blog, mas também a outros projetos na área de controle de pragas que com certeza estarei compartilhando com vocês. 

Por ora, somente gostaria de enviar um comunicado acerca do lançamento da candidatura do Biólogo Sérgio Bocalini para concorrer a deputado estadual por São Paulo. Ficou meio em cima da hora, mas creio que ainda em tempo para algumas pessoas poderem se movimentar e mostrar que nosso setor tem expressividade e que pode eleger um candidato que vai lutar pelos interesses do setor. 

As pessoas que vêm acompanhando o blog nos últimos meses sabem das dificuldades que tivemos com as legislações que são feitas muitas vezes sem a participação de empresas do setor, e principalmente, todo o esforço que tivemos que dispender para mudar a situação que se criou. Provavelmente as coisas seriam mais fáceis se tivéssemos um representante do setor inserido no meio político. 

O Sérgio está inserido em um projeto com esse intuito, fomentado pela FEPRAG e as associações regionais, de termos um representante que brigue pelo setor e elabore projetos que possam vir a valorizar e beneficiar a profissionalização do setor. A escolha foi de iniciar com a candidatura como deputado estadual mas no longo prazo a idéia é ir mais longe e chegar a Brasília. 

Infelizmente pela distância, Sérgio e demais amigos, e também pela defesa de meu trabalho aqui nesta sexta-feira, não estarei presente, mas convoco a todas as empresas de controle de pragas, principalmente do estado de São Paulo, extensivo a todas as demais do país, a estarem presentes hoje, dia 27/07, às 19h, no Clube Armênio – Av. Prof. Ascendino Reis, 1450 – Moema, onde será realizado o lançamento da candidatura do Sérgio. 

Quem não puder estar presente, como eu, e mesmo quem puder, fica encarregado de mobilizar funcionários, conhecidos, para elegermos o Sérgio. Quem não for do estado de São Paulo, mas tiver amigos e conhecidos que votam lá, também estão convidados a convencê-los a conhecer as propostas do Sérgio e depositar seu voto de confiança nele. 

Vamos nos movimentar mais uma vez, como fizemos para mudar a RDC 52, e mostrar que temos força e que podemos ter um representante político do setor!

Vote Sérgio Bocalini

E um pequeno lembrete: em setembro teremos a Expoprag 2010 em São Paulo. Maiores informações em http://www.aprag.org.br/

Um abraço a todos e bons negócios!